Desafio do balde de gelo ajudou em pesquisas para combater a ELA

Campanha usou redes sociais para incentivar doações para a cura da esclerose lateral amiotrófica e outras doenças do neurônio motor

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Tudo começou com uma "moda" no YouTube, mas a iniciativa foi de grande ajuda para a ciência e a medicina. Você lembra do Desafio do Balde de Gelo do ano passado? Pois bem, segundo cientistas norte-americanos o dinheiro arrecadado com a campanha já começou a gerar resultados promissores.

A iniciativa incentivava as pessoas a fazerem e compartilharem vídeos em que jogavam sobre si mesmas baldes de água gelada, com o objetivo de conseguir doações para a instituições de caridade ligadas a doenças do neurônio motor, como a esclerose lateral amiotrófica (ELA).

Só nos EUA, a ALS Association - instituição que representa pessoas com ELA e outros tipos de doenças do neurônio motor - recebeu US$ 115 milhões (cerca de R$ 390 milhões) em doações de agosto a setembro de 2014, quando a campanha estava no auge.

Um estudo divulgado há alguns dias pela revista científica Science revelou que novos avanços, obtidos após testes em ratos, foram alcançados e não seriam possíveis não fossem as doações. No entanto, a pesquisa ainda precisa ser expandida para que haja uma cura ou, ao menos, uma desaceleração da doença. 

Mais de 17 milhões de pessoas postaram seus vídeos do Desafio do Balde de Gelo nas redes sociais em 2014. No Brasil, a campanha ajudou a Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica (Abrela), que arrecadou R$ 296 mil entre os dias 14 de agosto e 30 de setembro. No entanto, desde que a "brincadeira"acabou, as doações voltaram a cair.  

"Na época, a arrecadação foi muito além do que esperávamos. Em dois meses, arrecadamos o equivalente ao que conseguíamos no ano. Poucas pessoas se disponibilizam a doar para uma doença pouco conhecida e que ainda não tem cura", contou Élica Fernandes, gerente executiva e social da Abrela, em entrevista à BBC Brasil. "A Abrela se especializa no apoio a pacientes e famílias. Pretendemos fazer uma nova campanha e arrecadarmos mais fundos para podermos ter uma sede e colocar em prática os projetos que temos."

Do valor arrecadado em 2014 pela Abrela, cerca de 20% deste valor foi destinado a custear a participação de dez pacientes brasileiros no Mine Project, através do Instituto Paulo Gontijo, especializado em pesquisas sobre a doença. O restante permanece guardado para futuros projetos.

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